Opinião atual de Manovich sobre interatividade

23 11 2010

No ano passado, nosso amigo Manovich, veio ao Brasil para participar de algumas palestras na Mackenzie, o estadão publicou uma entrevista, a qual ele fala sobre interatividade e cibercultura. Abaixo estão alguns tópicos que resumem a entrevista:

*Ele considera qualquer ação intermediada pelo computador  interativa e propõe uma melhor definição para cada tipo de interatividade.

* Acha que o modo de análise da interatividade, poderia ser diferente, não somente analisando a obra em sim, mas os caminhos  que levaram o usuário e a suas decisões.

* Mesmo em obras não-interativas, as pessoas mentalizam, cada um, sua própria versão. Quando essas versões personalizadas são possíveis, como nos jogos, cada usuário seguirá um caminho diferente.

* Divide a interatividade entre  aberta e fechada. No caso dos jogos 3D, possibilitam  a integração total dos usuários, ele está  livre para explorá-lo  em qualquer direção.

* Acha a cibercultura e todo o ideal de mundo virtual, ultrapassado, já que hoje o virtual está no alcance de todos, e sendo utilizado com grande frequência. Tornou-se  parte da rotina da maioria dos indivíduos. 

Para ler a entrevista na íntegra , clique aqui

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O Mito da Interatividade

22 11 2010

Lev afirma que a nova mídia é interativa, e também diz que o termo “ interatividade” é muito abrangente. E que deve ser maior especificado. Ele também  destaca que o usuário pode ser considerado co-autor da obra, por manipular os itens disponíveis na tela.

 A interação se manifesta tanto na forma física (pressionando um botão, escolhendo um link, movendo o corpo), quanto na forma psicológica (compreensão de textos e imagens, na identificação entre a relação de um link para outro). É a partir da “externalização”   de um pensamento ou reflexão que faz a interatividade acontecer, quando esse pensamento se torna “realidade” através das ações, manifestadas fisicamente.

Por fim, ele compara o mecanismo da interatividade com o cinema e com a literatura. Assim como o cinema de Eisenstein, que externaliza e controla de certa forma, os pensamentos dos espectadores e também como o “Capital” de Marx, que ensina um modo de pensar visando os negócios. A interatividade no computador leva o usuário a uma conclusão pré-determinada, onde ele segue a mente do designer.





O Mito do Digital

22 11 2010

Segundo Lev Manovich, se a possibilidade de representação numérica é a grande responsável pelo surgimento da nova mídia, tornando-a programável, pode-se dizer então que o fator principal do surgimento da nova mídia é a digitalização?

É difícil responder a essa pergunta, mas pode-se basear em dois conceitos:

1)      Há perda de informação quando ocorre a digitalização (a transformação do meio analógico para o digital)

2)      Há perda de qualidade na reprodução de cópias analógicas e no meio digital as cópias não sofrem degradação.

 Referente à perda de informação com a digitalização, o que ocorre, com a foto por exemplo, quando é passada para o computador pelo scanner e armazenada, ela é compactada. Essa compactação se dá com o a exclusão de informações que não são necessárias, já que a mídia analógica possui uma quantidade indefinida de informações, uma característica que difere da digital. A grande questão é a quantidade útil de informação  que uma imagem precisa ter para o observador. Sabe-se que hoje muitos softwares possibilitam o aumento da resolução de imagem, muito mais informações do que o “necessário”.

Pode-se justificar o item 2 pela diferença na composição das imagens analógica, as quais possuem uma continuidade espacial e variação de tonalidades que não são replicadas de forma  igual. Já a forma descontínua do digital possibilita cópias de qualidade. O problema é que na prática não é bem assim, há muito mais perda entre as cópias digitais devido a compressão dos arquivos que foi uma solução encontrada para diminuir o tamanho dos arquivos para ocupar menos espaço com o armazenamento e para agilizar a manipulação do arquivo.





Aplicando os Conceitos da Nova Mídia no Cinema

7 11 2010

Segundo Lev Manovich, o conceito abordado não é exclusivo para as novas mídias, e pode ser aplicado nas mídias mais antigas, como o cinema.

1- Mesmo código digital : possibilita a combinação entre diferentes tipos de dados no mesmo arquivo. O cinema desde seu início faz a junção de textos(intertítulos), som e imagem. Com essa união entre diferentes elementos podemos caracterizá-lo como multimídia.

2- Representação numérica: é limitada, para qualquer tipo de mídia. A quantificação tornou possível a digitalização. Como a matriz de pixels nas imagens, o espaço na representação do 3D e também o cinema que quantifica o tempo, que é representado por 24 quadros por segundo.

3- Acesso aleatório: permite que usuário acesse diferentes elementos de uma sequência. Quando vemos um filme temos acesso ao conteúdo na forma sequencial, com a digitalização, podemos acessar os elementos dessa sequência de forma igualmente rápida.

  Sabemos que tudo o que temos hoje, todas inovações tecnológicas foram desenvolvidas através do que já existia. Dessa forma, o cinema contribuiu para o avanço das tecnologias midiáticas, foi observando o que poderia ser melhorado que o “novo” foi construído .