Arte e Nova Mídia

22 11 2010

Atualmente uma das mais importantes presenças da Nova Mídia é na arte que observamos em exposições, galerias e mostras.  Após muitos anos de contato com as novas formas de expressão através das novas mídias, estamos acostumados com manifestações artísticas que envolvem toda a sorte de equipamentos eletrônicos e, embora alguns conservadores insistam, não é possível negar hoje em dia a importância de tais manifestações.

Em seu texto no já citado “O Chip e o Caleidoscópio”, Lev Manovich diz:

Embora possamos pensar nas novas mídias como tendências paralelas na arte moderna e na tecnologia da computação após a Segunda Guerra Mundial, gostaria de propor que, por fim, esse paralelismo mude a relação
entre arte e tecnologia. Nas últimas décadas do século XX, a moderna tecnologia da computação e da rede materializou certos projetos-chave da arte moderna desenvolvidos aproximadamente na mesma época.
No processo dessa materialização, as tecnologias ultrapassaram a arte. Isto é, não apenas as tecnologias das novas mídias — a programação de computadores, a interface gráfica homem-máquina, o hipertexto, a multimídia computadorizada, a formação de redes (com e sem fio) — concretizaram as idéias por trás dos projetos dos artistas, mas ampliaram-nás muito mais do que o imaginado originalmente pelos artistas.

 Acontecimento importante como o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) mostram a realidade da afirmação do autor e trazem artistas cada vez mais interessantes e inovadores que desafiam (ou pelo menos tentam) outra afirmação de Manovich:

A nova vanguarda não se preocupa mais em ver ou representar o mundo de novas maneiras, mas em estabelecer o acesso a mídias anteriormente acumuladas e em usá-las de novas maneiras. 

 

 Alguns exemplos…

 

Anthony McCall  (2009 )

 

Petrônio Bendito (2003)

 

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Encontrando fragmentos de informação

22 11 2010

Vimos anteriormente que um dos importes princípios da Nova Mídia é a sua capacidade de ser modular, ou seja, de ser algo completo constituído por partes autônomas que podem ser acessadas de forma individual sem alterar o aspecto do todo do qual fazem parte.

Com o crescimento do meio digital e o uso cada vez maior da internet, muito material foi produzido e compartilhado e ao final do século XX a preocupação de como encontrar um objeto de mídia na rede de forma rápida e prática surgiu.

Em 1999 quando Manovich termina de escrever seu “The Language of New Media” já haviam sistemas de busca eficientes em certa medida, mas nada comparado ao  que podemos encontrar mais de dez anos depois.

Anteriormente os sistemas eram muito mais básicos e pouco práticos. Archie foi a primeira ferramenta utilizada para busca na Internet criada em 1990 e baixava as listas de diretório de todos arquivos localizados em sites públicos de FTP anônimos, criando uma base de dados que permitia busca por nome de arquivos; Gopher, criando em 1991, indexava apenas documentos de texto;  em 1993 surge o extinto Wandex que foi o primeiro search engine Web feito pela World Wide Web Wanderer, um web crawler (programa automatizado que acessa e percorre os sites seguindo os links presentes nas páginas);  o Aliweb apareceu também em 1993 e existe até hoje (veja AQUI). 

O primeiro sistema “full text” baseado em crawler foi o WebCrawler, que saiu em 1994 e ao contrário de seus predecessores, ele permite aos usuários buscar por qualquer palavra em qualquer página e isso tornou-se padrão para todos serviços de busca desde então; este sistema evoluiu e temos hoje serviços precisos e extremamente rápidos como o Google e Yahoo que permitem resultados de mídias diversas como imagens, vídeos e textos em frações de segundos.





“experi:MENTALS”

26 10 2010

Este é um vídeo feito por alunos que, inspirados pelos estudos de Manovich,  realizaram uma aproximação entre o digital (“nova mídia”)  e a arte (“velha mídia”)





A Linguagem da Nova Mídia

26 10 2010

Em uma das buscas por idéias para este blog, encontrei um trabalho muito interessante feito aqui no Brasil sobre o “The Language of New Media”.

É claro que de início pensei que se tratava de algo bem próximo da idéia do nosso blog aqui e não gostei, mas logo percebi que não é realmente a mesma proposta.

Vale a pena conferir e usaremos eventualmente como referência  (e por que não?).

 





Afinal, o que é “nova mídia”?

26 10 2010

A partir do texto de Lev Manovich podemos perceber que “Nova Mídia” refere-se à nova fase da comunicação, a fase atual que é altamente influenciada pelo uso do computador. Manovich insiste que o computador não é apenas uma forma de exibição e distribuição de conteúdo e sim uma nova ferramenta para produção e armazenamento de novos conteúdos midiáticos.

O computador alcançou praticamente todas as formas de mídia: textos, imagens estáticas, imagens em movimento, sons e construção de novos espaços. Ele hoje faz parte das etapas para acesso a comunicação de uma forma geral já que é capaz de participar também da aquisição, manipulação, arquivamento e distribuição de conteúdos.

Sendo assim, podemos hoje transferir todas as “velhas mídias” para o meio digital e acessá-las por meio de computadores, aumentando significativamente o acesso a todo e qualquer tipo de material de comunicação.





Lev Manovich

21 10 2010

Além do próprio livro, é sempre bom conhecermos um pouco dos autores que lemos. Postarei a seguir uma breve bio/matéria feita por Cícero Inácio da Silva na ocasião do lançamento do livro “Info-Aesthetics” (Infoestética) de Lev Manovich.

Lev Manovich é autor do livro “The Language of New Media” (A Linguagem das Novas Mídias), traduzido em inúmeras línguas, do chinês ao árabe, e considerado um verdadeiro tour de force dos estudos sobre a cultura digital.

Baseado nos estudos que realizou em Moscou a respeito da história da arte e da computação, bem como em sua experiência com a teoria cinematográfica, Manovich foi responsável por fazer uma relação teórica entre o trabalho do cineasta russo Dziga Vertov no filme “O Homem da Câmera” com a forma de produção não-linear das mídias digitais. Ele também estabeleceu uma relação conceitual entre as ferramentas tecnológicas e as teorias da imagem em movimento, criando um método de análise estrutural das novas mídias que passou a levar em consideração o contexto e a historicidade dos aparatos tecnológicos e a estética digital.

Essa leitura vai além da simples descrição, sintoma que afeta muitos textos sobre as novas mídias. Ela procura perceber um certo espírito do tempo, além de evitar circunscrições temáticas. Um dos exemplos de sua ousadia é a crítica ao conceito de interatividade. Aclamada como a solução para a passividade do leitor, a interatividade, porém, carrega consigo o problema da repetição ativa e reativa de comandos predeterminados, confinando o usuário numa infinita rede de escolhas que nada mais é do que uma quimera inflada pela apologia das novas tecnologias pensadas como emancipação.

Atualmente, Manovich é professor no Departamento de Artes Visuais da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) e diretor do Laboratório para Análise Cultural no Instituto da Califórnia para Telecomunicações e Tecnologias da Informação (Calit2).

 

Veja AQUI o texto completo e a entrevista sobre o livro “Info-aesthetics”





Começo

13 10 2010

Olá leitores, curiosos e afins.

Finalmente começaremos a série de posts neste simpático blog. O trabalho aqui apresentado será referente ao capítulo “What’s New Media” do livro  The Language of New Media de Lev Manovich.

Como podem ver o blog ainda não está organizado e faltam muitos recursos para melhorar a navegação, mas vamos arrumar a casa em breve. : )

Bem, é isso. Sejam bem vindos!